11h+: 05/30/2004 - 06/06/2004

São onze horas
de diferença de fuso horário.
Mais longe,
só se eu estivesse no Japão,
12h+.
Flashes cotidianos de Nantong,
Jiangsu,
China.
Uma "pequena" cidade de 10 Mega.

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Últimas mensagens.

E o Yangtse fluiu.

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5.6.04

Sábado



Aos sábados a gente também trabalha. Nós, os gregos e os pedreiros, que estão fazendo uma reforma no nosso andar. Mas 3/4 do estaleiro não trabalham, fica tudo bem vazio.
Tirar foto de chinês é legal. A maioria acha um barato, e, se vc mostrar a foto depois na tela da câmera, aí é festa. Mas tem outros que são um pouco mais tímidos. E isso, eu acho, dá para ver bem na foto.
Até agora, nenhum ficou bravo por ter sua foto tirada.



4.6.04

Jeremy e o East of River Bar



Ontem encontramos uns gringos no restaurante. Até aí, nada de novo. O que foi interessante dessa vez, é que é um povo mais jovem e que mora aqui em Nantong. Em geral conhecemos pessoas mais velhas que estão só de passagem. Pelo que eu entendi, são todos professores de inglês nas faculdades da cidade. Ganham um salário razoável, têm todas as despesas pagas, trabalham só 12 a 14 horas por semana e ainda têm 4 meses ou mais de férias. Nada mau.
Fomos com eles ao bar deles de cada dia, que parece ser legal. A conta foi salgada, mas acredito ter sido isso fruto da euforia. Hoje tem inauguração de uma casa de chá, estaremos lá.
E o Jeremy? É o cara da foto. Francês, estudante de algo parecido com administração e que está passando uma temporada na China estagiando na Jotun, fabricante de tintas. Como ele é filho de um amigo do Pierotti, veio passar uma semana com a gente, ótima companhia. Toca didgeridoo e é DJ de drum 'n' bass.



Adidas



Por incrível que pareça, ninguém aqui nesse país usa desodorante! Não se acha para vender, em lugar nenhum. Para a nossa salvação, existe, como artigo de luxo, um desodorante da Adidas para vender no shopping, a 28¥ o pequenino. Isso dá uns 12 reais por garrafinha.
Ah, este era para ser o post de ontem.



3.6.04

Coisas rápidas

O post de baixo é de ontem, mas a net não quis aceitar.

Consertei os links dos álbuns Coca-cola e Vista do quarto. Alguém (meu pai ou o Klein) me falou que tavam errados.

Se as imagens desse blog forem clicadas, serão abertas as imagens em resolução máxima.

Esse blog tá muito largo para monitores com 800x600??



Lousa



As "paredes" do navio podem ser rabiscadas à vontade, enquanto não recebem a última camada de tinta, ou a camada de isolamento, como neste caso. Já usei muita lousa para explicar ou entender coisas que minhas limitações na língua não permitiam esclarecer. Para isso uso um giz em pedra ou as minhas canetas de inspeção, que são super pincéis mágicos que uso para marcar os defeitos nas áreas inspecionadas.
Nesse caso é um desenho de algum trabalhador, que envio especialmente ao Bira Dantas, um cartunista de primeira e membro da lista de gaitistas Gaita-L (www.rabisqueira.blogger.com.br).
Ah, os pregos em volta são de cobre e servem para prender as mantas de lã de rocha do isolamento.



2.6.04

Ontem, ao voltar para casa




Essa foto foi tirada quando estávamos saindo do prédio do escritório para pegar as bicicletas para voltar para casa. Eu gosto muito das cores laranja (ou vermelho, se preferir) branco e azul, e já tirei algumas fotos que gostei dos guindastes contrao céu azul. A lua só dá um charminho a mais.
A internet não tá funcionando direito hoje, então esse post só vai amanhã.



31.5.04

Mambembe


De manhã ouvimos um som estridente de megafone vindo da rua do estaleiro. Do mesmo jeito que a perua do SINTUSP em época de greve na USP.
Na hora do almoço eu percebi que era algo mais parecido com uma mulher tentando cantar, acompanhada de instrumentos de percursão rústico. Fui olhar pelo portão, e vi uma tenda montada em frente ao estaleiro, e um monte de chineses sentados observando.
A confirmação de que era um teatro mambembe veio depois, dentro do side double bottom water ballast tank. Só que na hora da saída do estaleiro, não tinha mais atividade por lá, só um cara estourando bombinhas e rojões.
Tomara que amanhã eles estejam por lá de novo.



30.5.04

Mídia


Essa semana dei uma entrevista de uma hora via MSN Messenger para alguém do site da USP. Fizeram uma matéria a respeito, de tudo o que eu falei, só alguns poucos trechos foram usados. Com exceção do último parágrafo do texto, que ficou simplista, as citações estão razoavelmente dentro do contexto.
O mais legal é que a Ana Rüsche, uma amiga da turma do Porto Seguro, também foi entrevistada. Ô mundo pequeno.
A íntegra da entrevista eu vou soltar como um dos meus e-mails para todo mundo, está legal.



Bei Ma


Uma das primeiras sugestões de nome chinês para o Bermelho, ou Berma para os mais íntimos, foi Bei Ma. O nome tem várias interpretações, dependendo do tom que se usa para as palavras, e uma delas é cavalo branco. Mas, por algum motivo (ou por alguma interpretação alternativa), o Berma resolveu largar esse nome e está pensando em Bao Mei Luo.
A foto foi tirada em um templo nos arredores de Beijing, perto de Simatai. Este templo fica perto de parte da grande muralha não cosmetizada para turistas.